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O empreendedorismo para driblar a crise econômica na pandemia

Por RONYE STEFFAN ROSA INDIO ROSA INDIO em 20/04/2021 às 13:22:20

O brasileiro como sabemos é um povo com imensa criatividade e com habilidade para superar dificuldades que impressiona. Essa espécie de "vocação", ficou evidente nos últimos meses, é bem verdade que muito por causa da necessidade trazida pela crise, de qualquer forma, o empreendedorismo cresceu e ganhou força para complementar a renda das famílias, reduzida pelos efeitos da pandemia.

As estatísticas apontam que os microempreendedores individuais (MEIs) são a maior incidência de pessoas que decidiram empreender em plena pandemia. Segundo dados do Portal do Empreendedor de 2020, em março do ano passado, o Brasil contava com 9.818.993 de MEIs registrados. Em dezembro do mesmo ano, as estatísticas apontaram 11.316.853 de MEI"s registrados, num crescimento de 13,23%.

Foram quase 1,5 milhão de novas formalizações entre março e dezembro de 2020. Somado às mais de 7,5 milhões de micro e pequenas empresas, esse setor representa 99% dos negócios e 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) do país.

As dificuldades em se obter sucesso são grandes, muito por causa do excesso de burocracia, um sistema tributário complexo e a confusão no campo político e econômico que causa grande instabilidade. Cenário difícil para quem está começando a empreender. Apesar disso, existem casos de sucesso em diversas áreas, até mesmo no setor de combustíveis.

Apesar do cenário adverso, pequenos empreendimentos implementam a inovação para enfrentar a crise. Levantamento feito pelo Sebrae no segundo semestre de 2020, mostra que as vendas online estão em alta entre as micro e pequenas empresas. Com o auxílio dos canais digitais, como as redes sociais, aplicativos e internet como plataformas para comercialização de produtos e serviços, estes novos negócios conseguem driblar o momento de crise.

Exemplo disso vem do sul do Brasil, onde uma startup de Porto Alegre, apostou na criação de uma Inteligência Artificial (IA) para precificação em postos de combustíveis. O negócio desenvolveu uma tecnologia de monitoramento de forma automática. Atualmente, mais de 13 mil postos entram nesse radar diariamente e o sistema gera uma tarifa dinâmica baseada em preço, custo e volume. A partir disso, sugere um valor para ser praticado por quem contrata o serviço.

Os desenvolvedores contam que a grande sacada foi permitir que seus clientes capturassem oportunidades de margem e de volume de vendas, algo que não é possível ser feito por um ser humano. Em 2020, mesmo com a pandemia, a empresa cresceu mais de 500% em comparação com 2019.

Outra novidade no mercado que teve na pandemia grandes chances de sucesso foi a criação da flanela com tecnologia antiembaçante, que evita que os óculos fiquem embaçados ao utilizar a máscara. De Blumenau, para o Brasil, o produto atingiu a marca de 325 mil itens vendidos em cerca de quatro meses.

São exemplos que estampam mais uma vez, que apesar do cenário caótico, no Brasil, os empreendedores se mostraram fortes para se manterem ativos no mercado, planejando novos tipos de negócios, se adaptando e inovando, se protegendo da crise que afetou o país e diminuindo o impacto que a pandemia causou na economia.

Claudyson Martins Alves é empresário do segmento de combustíveis e diretor do Sindipetróleo

Fonte: ARTIGO | CLAUDYSON MARTINS

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