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Empresário é indiciado por matar morador de rua com tiros na cabeça

O empresário se apresentou na DHPP no curso da investigação e se manteve em silêncio durante a oitiva

Por DA REDAÇÃO em 03/05/2021 às 06:18:00

A Delegacia de Homic√≠dios e Prote√ß√£o à Pessoa (DHPP) de Cuiab√° indiciou nesta semana um empres√°rio de 42 anos pela morte de Cilce Pereira da Silva, 63 anos, ocorrida na noite de 16 de janeiro deste ano, no bairro Consil, na Capital. O empres√°rio foi indiciado por homic√≠dio duplamente qualificado (sem chance de defesa da v√≠tima e por motivo f√ļtil).

A v√≠tima idosa, e em situa√ß√£o de rua, foi atingida com disparos na cabe√ßa feito pelo empres√°rio, próximo a um posto de combust√≠vel, na regi√£o da rodovi√°ria. Cilce chegou a ser socorrido, j√° inconsciente, ao Hospital Municipal de Cuiab√°, mas morreu logo depois em fun√ß√£o da gravidade do ferimento, com perda de massa encef√°lica.

Em dilig√™ncias para apurar informa√ß√Ķes sobre o crime, a equipe da DHPP coletou no local do crime um boné com uma perfura√ß√£o de arma de fogo, além de marcas de sangue, inclusive com material encef√°lico. Durante a apura√ß√£o, a Pol√≠cia Civil buscou pelo suspeito e recebeu a informa√ß√£o de que seria um empres√°rio que teria uma cervejaria nas proximidades do terreno baldio em que a v√≠tima foi executada.

No decorrer da investiga√ß√£o e com base em depoimentos coletados, a equipe coordenada pelo delegado Marcel Oliveira chegou à informa√ß√£o de que o autor do crime era de fato o empres√°rio. "Diversas testemunhas foram ouvidas e todos os depoimentos s√£o un√≠ssonos no mesmo sentido, dando como certa a autoria criminosa contra o empres√°rio", afirmou o delegado.

A DHPP reuniu outros elementos informativos que corroboraram os depoimentos, como os laudos periciais e as dilig√™ncias investigativas. Imagens de c√Ęmeras de um circuito interno de seguran√ßa foram coletadas no local, onde foi poss√≠vel ver o momento em que o empres√°rio fez os disparos em dire√ß√£o à v√≠tima. O laudo de necropsia atestou que o disparo atingiu diretamente a caixa craniana.

O laudo de confronto bal√≠stico produzido pela Politec constatou que o projétil extra√≠do da cabe√ßa da v√≠tima era compat√≠vel com a arma de fogo de propriedade do suspeito, que foi apreendida durante a investiga√ß√£o. "Fato este que demonstra de forma cabal e técnica que o disparo de arma de fogo que matou a v√≠tima partiu da arma do empres√°rio", complementa o delegado respons√°vel pelo inquérito.

O empresário se apresentou na DHPP no curso da investigação e se manteve em silêncio durante a oitiva.

Foi só pra assustar

Em um dos depoimentos coletados pela DHPP, uma testemunha relatou que Cilce era um dos v√°rios moradores em situa√ß√£o de rua que frequentava a regi√£o. Na noite do crime, um morador de rua foi visto próximo ao posto de combust√≠vel, quando o empres√°rio foi até essa pessoa e a enxotou do local.

A pessoa foi embora seguindo na direção da rua atrás do posto, quando minutos depois o indiciado foi na mesma direção. A testemunha relatou que a pessoa enxotada do posto não era a vítima, mas um homem mais jovem.

O relato diz ainda que logo depois do empres√°rio seguir na dire√ß√£o em que o morador de rua foi, ouviu-se um barulho que parecia ser disparo de arma de fogo, seguido de um segundo disparo e em seguida avistou o empres√°rio voltando na dire√ß√£o do posto, guardando uma arma na cintura e dizendo que "foi só para assustar!".

Com base em todos os elementos coletados, depoimentos testemunhais, relatórios de investiga√ß√£o e de imagens e as per√≠cias, o delegado Marcel Oliveira indicou o investigado por homic√≠dio qualificado praticado por motivo f√ļtil e com recurso que impossibilitou a defesa da v√≠tima. O delegado também representou pela pris√£o do empres√°rio, que foi indeferida pelo Poder Judici√°rio.

Fonte: DA REDAÇÃO

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